segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Alerta: Um Bairro em Risco!



Na Rua de São José bombeia-se dia e noite a água que aparece nas caves já construídas e nas que ainda estão a ser escavadas!

No Vale: na Rua de São José vários prédios foram (e estão a ser) destruídos para servirem de acesso e garagens aos novos imóveis que foram (e estão a ser) construídos na Avenida da Liberdade.

Na Encosta: na Rua do Passadiço começa agora o mesmo processo de destruição. Estão a ser esventrados diversos prédios (alguns com interiores absolutamente notáveis). Num deles anuncia-se a construção de três pisos de caves.


O que está a acontecer?

Ao licenciar, de forma avulsa, a construção de caves sem analisar as condições específicas do Bairro/zona onde se situam e as consequências futuras da sua construção, a Câmara Municipal de Lisboa está a pôr em risco o Bairro de São José, um Bairro Histórico da cidade!

As inundações constantes e os buracos que surgiram recentemente na Rua da Fé põem a nu o problema!

A impermeabilização de solos em zonas sensíveis da cidade não pode continuar!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Lisboa tem dos solos mais impermeáveis das capitais europeias

Um relatório da Agência Europeia de Ambiente mostra que a capital portuguesa tem dos solos mais impermeáveis das capitais europeias. Pior do que Lisboa só mesmo as antigas capitais satélites do regime soviético: Bucareste, Tirana e Varsóvia.

Em comparação, Londres (Reino Unido) tem uma área impermeabilizada de 42,5 por cento e Estocolmo (Suécia), a capital melhor colocada no ranking, de 22,90 por cento.

No relatório, a Agência Europeia do Ambiente recorda que o solo é um dos recursos mais importantes do planeta, porque nos proporciona não só serviços fundamentais, como a produção de comida ou o armazenamento de água subterrânea, mas também protecção contra cheias e regulação microclimática, entre outros.
TSF

Mais AQUI.

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E a Ruas da Fé, Santa Marta e de São José que o digam ...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Igreja de São José dos Carpinteiros vista por Norberto de Araújo em 1939

«A IGREJA DE S. JOSÉ ENTRE HORTAS»

Eis-nos defronte da Igreja de S. José dos Carpinteiros, que foi a de «S. José entre Hortas», no século XVI. A frontaria sofreu grande dano pelo Terramoto, e a Igreja, de tanta tradição na Lisboa dos artificies de madeira, foi logo restaurada (1757), como se atesta numa das inscrições da fachada. O arquitecto do restauro foi Caetano Tomaz.
Esta pequena Igreja foi fundada pela Confraria dos Carpinteiros em 1545, no tempo do Arcebispo D. Fernando de Vasconcelos e Menezes; logo o sucessor deste prelado, o Cardeal D. Henrique, a fez paroquial (1567), retalhando a área da freguesia de Santa Justa.
Foi reedificada ainda no final do século XVI e por várias vezes ao longo das idades; presentemente (Outubro) está em restauro [1939]. Ali vemos na sobre porta um interessante medalhão escultórico, representando S. José.
Interiormente oferece certo interesse relativo; ostenta bons mármores, alguns embutidos, nos socos das pilastras do arco da Capela Mor, imagens e quadros antigos, entre estes um da Sagrada Família, e dois, bons, nas paredes laterais. No corpo da Igreja há duas únicas capelas, a do Senhor dos Passos e a do Santíssimo, e ainda dois altares: de S. Miguel (imagem antiga), com o Coração de Jesus, e de N. Senhora da Conceição.
São magníficos os azulejos setecentistas que revestem o corpo do pequenino templo, representando passos do Nascimento de Jesus.
O edifício da Igreja, com prédio anexo, de ingresso pela Rua da Fé, nº 57, e no qual está instalada a velha Associação de Socorros Mútuos de António Maria Cardoso, pertence à Irmandade de S. José dos Carpinteiros, que modestamente sobrevive.»

In Peregrinações em Lisboa, Livro XIV, Lisboa, 1993, Edições Vega, páginas 93 e 94
Norberto de Araújo
Primeira edição de 1939

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Curiosidades - Eleições em 1466!

Como eram eleitos para a Câmara Municipal os quatro procuradores dos mesteres da cidade de Lisboa:


«No dia determinado reuniam-se os 24 procuradores dos mesteres no Hospital de Todos os Santos, lugar habitual das reuniões (…) e o Escrivão da Conservatória escrevia os nomes dessas 24 pessoas cada um em seu papel (todos iguais), os quais eram depois dobrados pelo Conservador, atados com uma linha e metidos numa caixa de prata, onde eram agitados. A caixa era colocada no meio da casa, chamando então o Conservador um menino de pouca idade que retirava quatro dos papéis, elegendo assim os quatro procuradores dos mesteres».



In: Para a História da Administração Pública na Lisboa Seiscentista, p. 104

Passeando pela Rua de São José…





Para quando um passeio confortável e seguro pela Rua de São José até ao Largo de São Domingos?

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011